O número de casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus, causador da Covid-19, no Brasil, aumentou de 252 para 433, divulgou ontem o Ministério da Saúde. O país segue com dois casos confirmados, de um homem de 61 anos e outro de 32, os dois de São Paulo.
Das notificações suspeitas, 162 foram descartadas. A maioria dos casos suspeitos está em São Paulo, com 163, em seguida vem Rio Grande do Sul, com 73, e em terceiro, Minas Gerais, com 48. No mundo, foram 87.137 casos confirmados, sendo 1.739 novos. Os casos estão em 58 países, com cinco novos. O número de mortes chegou a 2.977. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson de Oliveira, pontuou que há casos confirmados em todos os continentes.
O Ministério da Saúde anunciou ontem que o Instituto Bio-Manguinhos e a Fundação Oswaldo Cruz farão a produção de 30 mil testes para diagnóstico do novo coronavírus. Inicialmente, 10 mil testes serão distribuídos a partir de amanhã, por alguns Estados.
Na região Norte, será pelo Amazonas, Pará e Roraima; no Nordeste, através da Bahia, Ceará, Pernambuco e Sergipe; No Sudeste, pelo Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais; No Centro-Oeste, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul; e, por fim, no Sul, nos três Estados, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.
Os treinamentos serão in loco a partir da chegada dos kits nos laboratórios. Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, os kits devem custar em torno de R$ 100, mas ainda não há como precisar todos os recursos necessários para essa operação, disse.
"Vamos calibrar os aparelhos em todos os Estados, capacitar os técnicos, e só vamos autorizar quanto estiver no padrão de qualidade. Custos ainda estamos trabalhando com diversos cenários", disse. O ministro ainda comentou sobre a nova metodologia para contagem de casos suspeitos do novo coronavírus, agora descentralizada. (E.C.)