A grande maioria faz pouco caso quando se fala do passado comparando-o com o presente. Apesar disso, é sabido da importância da história como base para tirar conclusões benéficas sobre o que se vive hoje.
Lembro que na época de estudante do ensino primário e secundário, a escola pública uma instituição respeitada. Imagino que os alunos atuais ficariam com inveja se soubessem que nessa época tinham-se quase quatro meses de férias. A sina da qualidade era: estudar! Não só ter dias letivos! A eficiência marcava todos as escolas. O nível de ensino poderia ser igual ou até superior, que nas públicas. Filas eram a tônica para se inscrever no Exame de Admissão ao Ginásio. Conseguir matrícula na escola pública, nesse nível, só por Concurso!
Programas hoje adotados nas escolas se parecem muito com os de antigamente, inclusive a merenda escolar sempre existiu, só que de outra forma, com outro nome. Ontem, como hoje, recursos existem e são suficientes para dotar a escola pública da qualidade que ela precisa.
Os professores tinham status de autoridade. Ai de quem desrespeitasse um professor. Expulsão na certa e na transferência constava a infração cometida pelo aluno. Em geral, alunos sob essa condição só eram aceitos nas escolas privadas. O inverso de hoje, tudo que é aluno indisciplinado é jogado na rede publica.
Hoje é um Deus nos acuda: a escola pública envergonha os que dela precisam! Quem viveu no passado a educação e vive a realidade de hoje se horroriza com o que vê. Escolas sucateadas, professores desvalorizados, submissos, sem preparo, clientelismo político definindo a mecânica da escola e tutela, direção e professores. Corrupção aceita pela comunidade escolar, vira o rosto esquivando-se da responsabilidade social para combater o mal. Violência, impunidade, tráfico de drogas, depredação do patrimônio escolar como parte do cotidiano, sem qualquer ação preventiva. Assim, o presente só subtrai!