Marcos Antônio Siqueira Marques chegou ao Convento do Carmo em 1998. A mãe era cozinheira do complexo carmelita e ele, na época, entrou para trabalhar na manutenção do prédio. "Na verdade, fazia de tudo um pouco; ia ao banco, cuidava do jardim, buscava pão", conta, rindo.
Certo dia, o convento recebeu a visita de um grupo de restauradores de um ateliê. Um frei pediu para Marques atender aquelas pessoas. "Foi aí que eu senti a necessidade de me aprofundar nisso tudo.Eu precisava.Por isso, fiz um curso de edificações, depois me formei em Artes, na Universidade Braz Cubas e fiz pós-graduação em patrimônio histórico e história da arte, na Universidade Cruzeiro do Sul, em São Paulo", detalha.
Após 21 anos imerso nesta atmosfera, o coordenador do convento garante que foi moldado para as necessidades do convento. "Eu conheço tudo sobre este local. Faz muito tempo que estou aqui", conta. "Por isso, adquiri uma certa facilidade neste sentido", finaliza.
Acervo histórico
O Museu das Igrejas do Carmo, atualmente desativado, deverá ser reaberto somente com o acervo histórico e religioso ligado à ordem carmelita. O acervo da cidade conta hoje com um total de 200 peças, no entanto, boa parte deste material é composto por objetos de outras igrejas e capelas de Mogi das Cruzes. "São esculturas, pinturas... tem até a coluna do altar da igreja Nossa Senhora do Rosário", explica.
Com a separação, o acervo do carmo ficará com 40 peças. O restante será exposto na Faculdade Paulo VI. "Eles já estão reformando o espaço para abrigar estas peças", detalha. O espaço do Carmo deverá ser reaberto até o final deste ano. "Acho importante esta separação, até mesmo para o estado de conservação das peças e para o visitante se identificar. Além disso, a cidade passa a ganhar um ponto a mais de cultura", finaliza.