A variação do nível de emprego entre as cidades do Alto Tietê, constatada após divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, a respeito dos números que fecharam o primeiro semestre deste ano, aponta para um quadro bem diversificado. Há discrepâncias que merecem uma análise mais aprofundada, como o fato de Mogi das Cruzes ter encerrado 1.281 vagas de trabalho com carteira assinada no período, enquanto Suzano e Poá, em outro extremo, terem aberto, respectivamente, 1.342 e 999 postos.
Nos últimos tempos, esta oscilação entre as contratações e as demissões registradas nas cidades tem sido repetida, conforme se alterna no mercado os períodos comerciais que absorvem um maior número de trabalhadores, como as festas de final de ano e as datas comemorativas. O que chama a atenção no balanço do Caged, porém, é que a tendência de queda em Mogi só não ocorreu em fevereiro. Nos outros cinco meses do semestre, o saldo foi negativo, causando preocupação. Se mesmo em fases de alta o resultado foi ruim, é porque algo deve ser feito. E com urgência.
A decisão do governo federal de liberar, a partir de setembro, saques de R$ 500 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por conta/cidadão deve injetar no mercado um grande volume de dinheiro, talvez o suficiente para aquecer, ao menos, o setor comercial com o crescimento das vendas. Já as áreas industriais e de serviços demandam decisões mais complexas e duradouras. O fato é que a economia do país continua instável, o que reflete diretamente no nível de emprego.
Como as mudanças econômicas não estão surtindo os efeitos esperados, cabe aos municípios encontrar fórmulas independentes para superar a crise. Neste sentido, a questão fundamental é como gerar emprego num cenário tão desmotivador. Em comum, o que se pode afirmar é que há necessidade de ação. Ficar esperando que as transformações ocorram naturalmente não vai resolver nada. Como já se dizia no século passado: pedra que rola não cria limbo.