Um determinado povo somente pode ser reconhecido como tal quando consegue preservar suas memórias. Bem guardadas, as lembranças podem transmitir às gerações seguintes sua origem e como aqueles que vieram antes se comportavam, ou realizaram ações e feitos que pudessem fazer com que chegassem no estágio atual de desenvolvimento. Grande parte disso pode ser encontrada nos museus, cada vez mais esquecidos pelos governos e, também, pela população.
Pontos que podem referendar essa situação é o que ocorreu com o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, quando um incêndio no dia 2 de setembro do ano passado quase destruiu o prédio. O Museu do Ipiranga, que está fechado desde 2013 para reformas, pena com a falta de verbas para concluir as obras e não terminar como o Museu Nacional.
Na região temos o Museu de Energia de Salesópolis, que talvez não possa ser comparado com os monumentos de São Paulo e Rio de Janeiro, mas é um local que possui charme e relevância no Alto Tietê. A principal atração, a hidrelétrica inaugurada em 1913, e que gerava energia para Mogi das Cruzes, Caçapava, além da própria Salesópolis, continua funcionando após passar por restauração depois de permanecer um tempo desativada. Este equipamento guarda lembranças de uma época em que eletricidade não era algo tão disseminado como hoje e, portanto, merece um destaque e reconhecimento da população da região.
Ainda em Salesópolis, mas desta vez fora da usina, está o principal "museu" da região: a nascente do rio Tietê. Olhando para o local é possível imaginar como era o rio quando ainda não era poluído como é hoje ao chegar em alguns pontos da região, principalmente em São Paulo, onde ele perde completamente a vida e serve apenas para conduzir lixos e dejetos para a região oeste da capital e, de lá, para o interior.
O Museu de Energia e o rio Tietê são apenas alguns exemplos para ilustrar sobre a importância da preservação de nosso passado. Afinal, como já dizia o ditado: povo que não conhece a própria história está condenado a repeti-la.