Um dito popular do passado: "É melhor chorar num cadillac do que sorrir num bonde". Para o mundo não importa o tipo de sentimento que você tenha desde que goze da abundância de bens materiais. A segunda bem-aventurança que Jesus falou no Sermão do Monte - "Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados" - traz de imediato o confronto entre o que pensa o homem natural ser felicidade e o homem espiritual que já goza da felicidade que o mundo não conhece.
O pensamento filosófico humanista julga essa assertiva de Jesus inteiramente ridícula por achar que chorar significa tristeza e é algo a ser evitado. A organização da vida em todos os aspectos está voltada para o prazer de ter poder, sexo e dinheiro; não obstante, o Evangelho diz que são felizes os que choram. No sexto capítulo de Lucas, Jesus lamentando diz: "Ai de vós ricos que vos consolais no dinheiro. Ai de vós que confiais na fartura porque vireis a passar fome. Ai de vós que agora rides na soberba da concupiscência dos olhos e da carne, porque haveis de lamentar e chorar".
O lamento de Jesus se dirige àqueles que se distanciaram de Deus para realizar seus desejos pecaminosos, pensando que poderiam escapar da punição divina. O consolo de Deus é inigualável em relação ao consolo do mundo, Ele como nosso Pai nos aninha em seus braços de amor e justiça e enxuga dos nossos olhos toda lágrima do sofrimento. O consolo do mundo, por aqueles que se dizem amigos, só permanece enquanto duram as riquezas materiais. O valor do ser humano pouco se dá pelo que pensa e pelo que sente, mas, sim, pelo que tem.
Bem-aventurados são aqueles que choram como o profeta Isaías chorou diante da visão da santidade de Deus e lamentou sua miséria espiritual: "Ai de mim! Estou perdido, porque sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios..." Os que choram porque buscam na prece a santificação e que clamam a Deus pelo arrependimento dos homens dos seus maus caminhos corrompidos e cheios de violência, serão consolados.