Oferecer um serviço individualizado é tarefa de todas as grandes empresas. Cada vez mais, os clientes buscam comodismo, que pode ser oferecido graças à era da tecnologia. Para se adaptar à nova realidade, as companhias precisam se esforçar para conseguir uma aproximação com seu público, caso contrário, ficam para trás no mercado. A regra é essa, porém, sempre há excessões. Exemplo disso é o transporte público, setor que parece que funcionará melhor se caminhar na contramão da tendência, ou seja, o compartilhamento parece ser a solução.
A população, de uma forma geral, é insatisfeita com o serviço, começando pelo preço da passagem, demora, lotação e falta de conforto. Por isso, as prefeituras se incomodam com as empresas de transporte por aplicativo - uma benção para uma parcela da população, que já trocou o transporte coletivo pelo individual. Não há dúvidas de que investimentos mais pesados no transporte coletivo seria o passo inicial para redução de acidentes e melhoria no trânsito.
Há locais, como Goiânia, onde são feitos testes de miniônibus que atendem bairros por meio de aplicativo de celular. E, até agora, a satisfação é quase unânime. É mais uma derrota para o transporte coletivo comum que, aos poucos, vai perdendo público. As necessidades das pessoas mudam a cada dia e, ultimamente, a exigência é de ter mais conforto com menos gasto de tempo e dinheiro. A novidade não chegou ao Alto Tietê, mas, se chegar, pode ter certeza de que será bem recebida pelos usuários de transporte.
Não adianta o governo federal ignorar a realidade. É hora de investir pesado nos transportes, caso contrário, o cenário poderá se inverter ao longo das décadas. Basta ver o que ocorreu com a TV aberta. Quando os canais pagos (TV fechada) chegaram ao Brasil, as redes nacionais não viam a novidade como concorrência direta. O tempo passou, e hoje, as emissoras perderam grande público com a popularização das empresas de TV fechadas.
Para os responsáveis pelos transportes coletivos, os sinais da concorrência são cada vez mais claros.