Representantes do Consórcio de Desenvolvimento do Alto Tietê (Condemat), encabeçados pelo presidente do grupo e prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PL), estão na China com o objetivo de buscar parcerias do outro lado do mundo. A ideia é boa. Se o Condemat conseguir criar laços com o "país do meio", segunda maior economia do mundo de acordo com o Fundo Monetário Internacional, com um Produto Interno Bruto (PIB) na ordem de US$ 14 trilhões em 2018, a região poderá colher bons frutos no futuro.
Os resultados poderão ser conhecidos com a instalação de empresas e investimentos chineses no Alto Tietê. Pode demorar um pouco, mas possíveis estreitamentos de laços com um país composto 1,38 bilhão de habitantes deverão ser refletidos por aqui. Por outro lado, o Brasil tem na China um de seus maiores parceiros comerciais, todavia, os nossos produtos mais exportados são matéria primas como o minério de ferro e não possuem valor agregado, diferentemente dos chineses que importam quase tudo para cá. Isso não significa que essa parceria deva ser desprezada, mas ela precisa ser melhorada para que possamos, quem sabe, exportar produtos mais complexos.
É um bom passo esse dado pelo Condemat. Mesmo mergulhado em uma crise política e econômica que parece não ter fim, brasileiros buscam saídas para prosperar em um oceano de incertezas.
Enquanto isso, na capital federal, o governo segue o trajeto de não oferecer qualquer mecanismo para o crescimento da nossa economia, em vez disso, propõe medidas sem sentido, como aumentar o número de pontos para a possível suspensão da Carteira Nacional de Habilitação, de 20 para 40 pontos, e prorrogar a validade do documento de cinco para dez anos.
Se tudo estivesse indo muito bem, o que não é o caso, todos estariam se perguntando se esses projetos não privilegiam o mau motorista, porém, esse tema nem merece ser discutido agora, visto que há assuntos muito mais urgentes para debater, como o retorno do emprego, investimento e confiança da população.