Em coletiva de imprensa realizada ontem no Ministério da Defesa, o porta-voz da Força Aérea Brasileira (FAB), major aviador Daniel Rodrigues Oliveira, não detalhou os procedimentos de segurança adotados pela instituição antes do embarque do segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues.
O militar foi detido em Sevilha, na Espanha, ao chegar ao país com 39 quilos de cocaína em sua bagagem pessoal, em um avião da FAB. Segundo o porta-voz, a Força Aérea não está dando suporte ao militar preso, mas sim o Consulado-Geral do Brasil em Madri.
De acordo com o porta-voz, "existem protocolos" adotados pela FAB, mas "o fato em si é objeto da investigação e corre sob sigilo". Perguntado reiteradas vezes por jornalistas sobre quais são os procedimentos adotados frequentemente pela Força Aérea, o major afirmou apenas que a praxe é que tripulantes passem por revista.
"Existe um controle dos tripulantes e das bagagens", afirmou, acrescentando que procedimentos de segurança incluem a adoção de medidas "que sejam raio-x e tudo aquilo que seja necessário". Ele, no entanto, não especificou que medidas são essas.
"Nos voos da FAB, em geral, de certa forma, existem procedimentos. Vai depender da infraestrutura de cada aeroporto onde vai ser essa operação. ", disse.
Condomínio
O segundo-sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues tinha, até o início do mês, uma dívida de
R$ 1.381,25, referentes a três parcelas do condomínio do seu apartamento em Taguatinga, cidade nos arredores de Brasília. O militar só quitou a dívida após ter sido processado pelo próprio condomínio.
Rodrigues, que é comissário de bordo, fazia parte da comitiva de 21 militares que acompanha a viagem de Bolsonaro ao Japão, onde participará da reunião do G-20. O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em que estava o militar é usado como reserva da aeronave presidencial e, portanto, esta comitiva não fazia parte do mesmo voo que transportou o presidente. A droga foi encontrada em sua bagagem ao desembarcar. (E.C).