Na literatura profana de autoajuda se lê que se alguém quiser vencer na vida acredite em si mesmo. Essa é a ideia que faz sobressair dentre os liderados os líderes que galgam o poder. Os conselheiros de mercado ensinam àqueles que desejam subir os degraus da escada do sucesso que mantenham sempre a aparência otimista de vencedor. Causar boa impressão para levar vantagem, viver na aparência de ser quando não é, revela o mundo mágico do "faz de conta" dos nossos dias.
Hoje, vemos na autoestima o alimento nutritivo, ofertado pela psicologia, que faz do "anão" altruísta e humilde que está em nós tornar-se um "gigante" egoísta e soberbo. O apóstolo Paulo alertou ao jovem Timóteo que nos últimos dias haveria homens "amantes de si mesmos" que semeariam na Terra a avareza e todos colheriam em abundância os frutos amargos da miséria vestida com os andrajos da pobreza.
A maioria dos nossos homens públicos merece a crítica do filósofo Mário Sérgio Cortella: "Um poder que se serve, em vez de servir, é um poder que não serve"; porque, desse modo, está pilhando e empobrecendo a nação. Confiando na enganosa autosuficiência, o homem pensa em construir num mundo decaído a perfeição do reino de Deus. Essa trágica e tola confiança no poder do conhecimento evidenciado na tecnologia, na Ciência e na Educação faz o homem crer que pode, sem Deus, estabelecer uma nova ordem social, chamada Nova Era. Duas guerras mundiais demonstraram que o homem, mesmo com as conferências de paz das grandes nações, não conseguiu apaziguar a beligerância que existe dentro do ser humano. Só a primazia da fé em Deus faz a razão do homem agir em prol da paz.
De homem para homem você tem relutância em se confessar vil e pecaminoso, porém, o brilho e a pureza da Santidade de Deus, quando em Sua presença, ofusca as nossas acalentadas virtudes, e reconhecemos que nada mais somos do que "trapo de imundície", se houver humildade de espírito. O sacerdote é escolhido por Deus, antes da personalidade, pela santidade.