Estamos vivendo, em nosso país, um período de caos, em que representantes da sociedade, responsáveis pela proteção das pessoas, pelo combate ao crime, bem como pela garantia do cumprimento das leis, pilares essenciais para uma sociedade livre e detentora de um estado democrático de direito, estão sendo mortos por pessoas que decidiram ter o crime como meio de vida.
Os mesmos que, defendendo "uma justiça social", roubam, matam, estupram e tiram a dignidade dos cidadãos de bem. No último final de semana, dois policiais militares, um na zona sul de são Paulo e outro no município de Ferraz de Vasconcelos, em pleno exercício de suas funções, ao atenderem ao chamado de socorro, prontamente agiram e, lamentavelmente, tiveram suas vidas ceifadas.
Os policiais Vitor de Oliveira Faria, de 33 anos, marido e pai de sete filhos, e o cabo Marivaldo Camelo da Rocha Júnior, 34, também casado e pai de duas crianças, como muitos outros profissionais das forças de segurança vitimados pelo crime, não mais retornarão para o aconchego de seus lares e suas esposas e filhos não terão mais os seus cuidados, amor e atenção.
Da mesma forma, a sociedade trabalhadora e ordeira não terá mais aqueles profissionais, qualificados e competentes em suas atividades, para os orientarem, protegerem e socorrerem. São eles, os integrantes das forças policiais do Estado, o ponto de equilíbrio de uma sociedade complexa e desigual. O perecimento dos mesmos representa o enfraquecimento do escudo protetor de toda uma coletividade e, por isso, devem ser tratados com distinção e respeito. Heróis.
Não há outra definição para uma pessoa que sacrifica sua vida para proteger a vida e o patrimônio de outra que sequer conhece. Cumpriram sua missão, doaram suas vidas por uma sociedade livre, igualitária e mais justa. Aos policiais que, mesmo abatidos, continuam a combater o crime incessantemente, nossas homenagens. Aos familiares dos nossos heróis, nossa solidariedade. A sociedade e o Estado devem um compromisso com todos vocês.