Quando no mês de outubro de 1987 foi lançado, no Brasil, o filme de ficção científica Robocop, O Policial do Futuro, não imaginei que chegaríamos a tanto, a junção por tecnologia avançada de aparelhos eletrônicos sofisticados nas partes orgânicas de um policial morto a fim de reviver e ser programado para exercer ação poderosa contra o crime, uma "máquina mortífera", um "Frankenstein cibernético".
Na ficção Homem-Máquina pode, porém, na realidade nem todo progresso cientifico poderia lhe devolver a vida. Da mesma forma que os animais têm sido usados para realizar pesquisas científicas, os seres humanos, também, nos tempos atuais, de modo temerário, estão servindo de cobaias, sem aventar possíveis consequências nocivas à saúde no futuro.
A Universidade de Freiburg, na Alemanha, tem usado de forma experimental a técnica de estimulação transcraniana por corrente continua (ETCC) - eletrodos conectados no couro cabeludo que emitem uma fraca corrente elétrica pelo cérebro. Os neurocientistas acreditam que essa corrente faz as células sob o eletrodo positivo (anodo) trabalharem mais, ao passo que o eletrodo negativo (catodo) tem efeito oposto por abrandar a atividade dos neurônios vizinhos. Publicaram que 22 minutos de ETCC melhorou de modo significativo a criatividade dos estudantes universitários submetidos aos testes. Da razão vem o conhecimento e do coração o sentimento.
O conhecimento tem de estar coroado com a sabedoria que lhe dará o discernimento para praticar o bem e se livrar do mal. Quando o poder floresce o sentimento de amor fenece e o relacionamento humano se deteriora em ódio ou indiferença. Há uma previsão que em 15 anos a Inteligência Artificial (IA) irá permitir que 40% dos empregos do mundo sejam realizados por máquinas, e estaremos vivendo o apocalipse dos tempos finais: guerra, fome, peste e morte. Hoje, vemos levas de refugiados tentando atravessar as fronteiras de outros países mais prósperos na esperança de melhores condições de vida.