O Alto Tietê parece que conseguiu encontrar uma solução para se valer no Estado de São Paulo. A região precisa brigar por espaço e oportunidade de negócios com outras locais que são mais fortes, tanto economicamente quanto tecnologicamente. Um exemplo disso é o ABC Paulista, composto por municípios como Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul que, desde meados do século passado, vêm se desenvolvendo em diversos setores, mais notadamente no automotivo.
Trabalhar em conjunto, se valendo do Consórcio de Desenvolvimento do Alto Tietê (Condemat), cria condições de igualdade de a região se sobressair. Guardadas às proporções, é semelhante ao que faz o Mercosul, com Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, e a Comunidade Europeia, que engloba praticamente todos os países do Velho Continente. Nesse caso, mais é melhor.
Há uma semana houve o retorno da viagem de representantes do Condemat à China com propostas de estreitar os laços da região com algumas cidades da segunda maior economia do mundo. Já anteontem houve a assinatura de um acordo entre as prefeituras sobre o compartilhamento integrado das Guardas Civis Municipais (GCM) do Alto Tietê.
É sabido que o Estado tem que ser o garantidor da segurança pública. Para isso, ele se utiliza de forças policiais e das forças armadas para tentar manter a ordem e, é claro, a segurança, entretanto, em um país de dimensões continentais, é praticamente impossível que o Estado esteja o tempo inteiro em um determinado lugar, principalmente quando se trata de cidades e bairros distantes das regiões centrais.
A GCM, embora concebida para proteger o patrimônio público, também cumpre esse papel de contribuir para segurança e chegar em locais onde, às vezes, uma viatura da Polícia Militar pode estar distante. Guardas civis já foram responsáveis por apreender drogas, prender criminosos e evitar crimes. O compartilhamento dos efetivos municipais pode ajudar outras cidades, que necessitam de um reforço de forma pontual, a manter a segurança. No papel a ideia é boa, mas ainda é preciso ver se será efetiva na prática