Celebrado em boa parte do mundo, o Dia do Trabalhador é lembrado hoje. No entanto, sua história remonta a Chicago dos anos 1880, quando milhares de trabalhadores foram às ruas, em 1º de maio de 1886, para reivindicar melhores condições de trabalho. Na época, a solicitação era a redução de jornada de 13 para oito horas por dia. A manifestação continuo com uma greve geral nos Estados Unidos.
Desde então, as condições melhoraram, afinal, se passaram 133 anos dessa manifestação. O conhecimento dos trabalhadores e as atuações dos sindicatos ajudaram a moldar a relação entre empregadores e empregados que temos hoje, mais amistosa e cordial, porém, é claro que existem exceções e elas devem ser combatidas pelos órgãos competentes.
Voltando à época atual, e desta vez falando do Brasil, as condições de trabalho também mudaram com o tempo, para melhor, no entanto, o número de pessoas desempregadas continua subindo.
Última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito ontem, apontou que 12,7% da população está desempregada, número que representa 13,4 milhões de pessoas. É o pior fechamento para um trimestre, desde o ano passado.
Ainda segundo o IBGE, a nova taxa representa a entrada de 1,2 milhão de pessoas sem ocupação. Os números do instituto corroboram os dados liberados pelo Cadastro Geral e Empregados e Desempregado (Caged) na semana passada, quando foi informado que 43,1 mil vagas formais foram fechadas durante o mês passado.
Mesmo indo ladeira abaixo e mostrando uma lenta recuperação econômica de dar inveja a qualquer molusco terrestre, o governo federal nada faz. Prefere cortar verbas dos cursos de Humanas, como Sociologia e Filosofia nas universidades federais sob o torpe pressuposto de que o dinheiro deve ser investido em Engenharia e Veterinária "para dar retorno", sendo que existe uma enorme quantidade desses profissionais que estão desempregados, ou seja, a medida é nula. Enquanto o governo seguir com esse tipo de atitude, muita gente não terá o que comemorar.