Mercê da exposição midiática conseguida com o impedimento da então presidente Dilma Rousseff (PT), Janaina Paschoal elegeu-se deputada estadual com número recorde de votos.
Com postura independente, e guiando-se, ao que demonstra, apenas por sua consciência política, na segunda-feira passada, dirigiu-se a componentes de grupo de WhatsApp, clamando por coerência, ao mesmo tempo que alertava para a irresponsabilidade na condução do país pelo atual chefe do Executivo.
De suas críticas candentes, ao menos uma merecer atenção maior: as manifestações conclamadas por Bolsonaro, marcadas para domingo.
Isso porque, não é próprio ao governante socorrer-se das redes sociais, buscar os meios de comunicações, para proclamar, em discurso aterrorizante que tsunami, originado de forças maléficas, coloca em risco o seu mandato.
A iniciativa, no Brasil polarizado de agora, soa mais como revide às passeatas estudantis que, tendo por mote o legítimo respeito à Educação, aconteceram faz poucos dias. Fomentando o ódio, aquele que deveria ser o pacificador, atira, em momento impróprio, lenha à fogueira, incentiva o prosseguimento da divisão.
Fatos como esses, infelizmente, não são virgens entre nós! Após a Marcha da Família Pela Liberdade, os militares se sentiram no direito de rasgar a Constituição, "proclamando" a nefasta ditadura.
A presidência encontra-se cercada de militares, e o Máximo Mandatário, tem nas casernas, para as quais, quase que obrigatoriamente, dirige suas falas, fonte de segurança.
A analogia, só por isso, acredito, tem razão de ser possível, no entanto, que se entenda de maneira contrária, dando-se o texto por demais catastrófico A quem assim se posicionar, com as escusas necessárias, lembro o velho e sábio ditado: "Cão picado por cobra tem medo de linguiça".
Faço minha as palavras da legisladora: "Àqueles que amam o Brasil, eu rogo: não se deixem usar".