As redes sociais continuam repercutindo as passeatas do domingo passado, cada grupo pesando-as de acordo com sua corrente ideológica. Assim, para os adeptos do governo, aqueles que atenderam aos seus apelos e marcharam por várias cidades, multidão enorme ocupou as ruas.
Já, para aqueles que representam a ferrenha oposição os resultados foram pífios, retratando o ânimo do país, estagnado e carente de gerência mais dinâmica e progressista.
Sem tomar partido na celeuma; sem ingressar em discussões estéreis; aquele que analise friamente a questão vai notar que, - como se antecipava em artigo anterior - as latentes divisões partidárias mais se acentuaram após o episódio.
Fakes daqui e de acolá; críticas ou aplausos veementes; tudo se mistura na discussão que não parece ter fim. Friamente, porém, o que não se viu nos protestos levados a cabo, foram sugestões, propostas, para um Brasil melhor.
Há que se convir que, pedido de fechamento de Tribunal Superior, assegurado, antes de tudo pela Constituição Federal quando cuida da tripartição dos Poderes, se mostra pleito inconcebível; pugnar pela queda de presidente regularmente eleito da Câmara dos Deputados, beira a absurda inconsequência; gritar, a plenos pulmões, palavras de ordem em defesa do Capitão, a nada leva.
Melhor se as greis que se digladiam, em seus atos, tivessem uma pauta abrangente, daquelas que, independentemente de partidarismo refletisse nossa situação social, demonstrasse a razão dos seus reclamos.
Modificações na Saúde, Segurança, Educação, Habitação, etc. se fazem urgentes. Chacinas nas madrugadas, insegurança total, mortes nas filas dos hospitais, ausência do Estado, permitindo que remédios essenciais faltem aos necessitados, cortes em verbas educacionais mais que necessárias, legião de desabrigados nas praças, tudo isso mereceria grito uníssono de cobrança.
Hoje, dizem por aí, haverá o revide do grupo oposicionista. Até onde persistirá a infeliz e estúpida queda de braço, ninguém sabe.