Quando surgem demandas emergenciais, os órgãos precisam agir rápido. As necessidades da população se diluem em diferentes áreas, como Educação, Transporte, Segurança, Saúde etc, mas, por vezes, alguns fatores surpresas atropelam o planejamento dos governos. É o que ocorreu no mês passado, no atentado que terminou com dez mortos na Escola Estadual Professor Raul Brasil, no centro de Suzano. Uma ocorrência dessa magnitude interfere diretamente nas diretrizes das prefeituras, Estados e União.
Ocorre que, em situações delicadas como essas, muitas vezes, parece que as autoridades ficam desnorteadas em busca da solução. Tudo que os envolvidos queriam era uma certeza de que os estudantes e todo corpo escolar estariam mais seguros daqui em diante. Não há essa garantia, até pela complexidade do ocorrido.
Com isso, começam a surgir medidas que servem apenas para aumentar a tal da sensação de segurança. Uma das providências no caso Raul Brasil é a criação de uma linha direta com a Polícia Militar, por meio do WhasApp - o que nada mudaria o rumo dos fatos naquela fatídica manhã de 13 de março. Culpar as autoridades é pouco produtivo nessa ocasião, mas é fato que trata-se de um problema que tem de ser cuidado com medidas em médio e longo prazo das pastas de Educação, Segurança e Assistência Social.
Outro exemplo impossível de ser resolvido de maneira simples são os deslizamentos na Mogi-Bertioga (SP-98). A antiga obra é catastrófica e já era sabido que pagaria seu preço. Novamente vem o Estado com medidas para aumentar nossa sensação de segurança. Quem vê de perto os muros de "contenção" criados para impedir que as rochas atravessem a estrada, percebe que a ação não passa de um carimbo do poder público para mostrar à população que está preocupada com o assunto, pois é fácil visualizar que, dependendo do volume de pedras e terra que deslizar, de nada adiantará o serviço.
Medidas emergenciais devem ser tomadas quando preciso, mas elas servem para lembrar, da pior maneira possível, que é necessário mais planejamento para evitar tragédias.