Fevereiro, que terminou apenas há três dias, revelou que existem 13 milhões de pessoas desempregadas no Brasil, de acordo com dados Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua para o último trimestre. Segundo o levantamento, a quantidade representa 12,4% de pessoas em relação ao público economicamente ativo. Isso pode mostrar que o Brasil ainda não conseguiu sair da crise, a qual caiu de cabeça há cinco anos, e ainda sente os efeitos dela. Outro ponto é que os empresários, aqueles que podem gerar emprego, ainda não estão investindo nesse caminho porque lhes falta confiança. Não se pode esquecer que muitas pessoas que estavam em trabalho temporário, em razão do final de ano, podem ter sido dispensadas dos empregos.
Os números revelados pela Pnad apontam que esta é a segunda vez, desde o começo do ano passado, que o número de desempregados ultrapassou a marca de 13 milhões de pessoas. Como já sabemos, isso afeta toda uma cadeia de consumo, se não há emprego, não há compras e a Economia perde força. Ela somente se recupera com, veja só, a geração de empregos.
Em outra parte do mundo, mais precisamente em Israel, em vez de buscar saídas para contornar essa situação, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) prefere atribuir a queda de empregos à metodologia utilizada pelo IBGE. Durante campanha à Presidência da República, o social liberal já havia dito que a maneira utilizada pelo instituto era uma farsa. Ontem, durante entrevista à TV Record, o presidente afirmou que os dados "parecem índices feitos para enganar à população" e sugere que a metodologia do IBGE, utilizada na maioria dos países, com o aval da Organização Internacional do Trabalho (OIT), seja alterada.
Ao que se pode perceber até o momento, Bolsonaro precisa alterar a metodologia de governo para mudar o país e trazer o emprego de volta. Criticar um instituto da administração federal sobre algo que ele mostrou não entender, não parece a melhor saída no momento.