Ferraz de Vasconcelos foi palco, no domingo, de uma verdadeira batalha campal entre "torcedores" do São Paulo e do Corinthians. A ação ocorreu horas antes da primeira partida válida pela decisão do Campeonato Paulista, disputado no Estádio do Morumbi. Vale destacar que a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), em parceria com a Polícia Militar, Federação Paulista de Futebol (FPF) e o Ministério Público, adotou, há três anos, em clássicos disputados no Estado pelos quatro grandes times de São Paulo, a torcida única, sendo ela apenas a do mandante.
A norma entrou em vigor após a morte de José Sinval Batista, na época com 53 anos, atingindo por uma bala perdida durante uma briga entre simpatizantes do Corinthians e do Palmeiras, em 3 de abril de 2016. Ele não tinha nada a ver com a situação.
Questionamentos sobre a eficácia da lei podem surgir, porém, enquanto não há nenhuma proposta que se adeque melhor, os torcedores devem respeitar a regra e não ir em jogos em que o mandante não seja o próprio time. Posto isso, o que estavam fazendo simpatizantes do Corinthians em uma rua de Ferraz para se atracar com pseudos são-paulinos? Brigar fora do estádio e longe do perímetro do jogo e da Polícia Militar.
A marcação das brigas, na maioria das vezes, é agendada por meio de redes sociais, em que um local e hora são marcados. Quando os dois lados se encontram, o resultado pode ser desastroso, até para quem não tem nada com a história. Esse comportamento, que pode ser chamado de turba, como ensina a Psicologia, ocorre quando membros de um determinado grupo, que são cidadãos normais, entram em um frenesi a fim de copiar o que o bando faz.
Pode ser que seja preciso muito tempo e trabalho para que isso um dia mude. Ficamos até tentados em dizer que, "já que são vândalos, eles que se entendam", mas não é bem assim.
A selvageria e o gosto pela violência são nossos resquícios ancestrais, quando os primeiros primatas tinham de brigar por comida. Isso não existe mais, então, está na hora de evoluir novamente.