As relações econômicas do Brasil com a China avançaram em um ritmo extraordinário nas últimas décadas. Os dados relativos ao fluxo comercial são categóricos. O comércio Brasil-China ampliou-se de forma significativa entre 2001 e 2015. Passou de US$ 3,2 bilhões para US$ 66,3 bilhões. Só em 2015 o Brasil exportou para a China um total de US$ 35,6 bilhões e importou US$ 30,7 bilhões obtendo, como resultado, superávit no comércio bilateral de US$ 4,9 bilhões. Desde 2009 o Brasil acumula um superávit com a China de quase US$ 46 bilhões segundo dados do Ministério das Relações Exteriores (2016).
A China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2017, o volume de exportações brasileiras à China alcançou a cifra de
US$ 50 bilhões, enquanto que as importações do país asiático ficaram num montante de US$ 28 bilhões, resultando num superávit comercial do Brasil em cerca de US$ 32 bilhões. Em 2018 as exportações foram da ordem de US$ 64 bilhões, enquanto as importações atingiram quase US$ 35 bilhões. Isso resultou num superávit de quase US$ 30 bilhões.
Mas nem tudo são flores nesses indicadores. O fluxo de mercadorias do Brasil para China é bem ascendente e o inverso também é verdadeiro. Mas o tipo de mercadoria que cada um exporta é diferente. Os principais produtos brasileiros exportados para a China são commodities. São produtos de baixo valor agregado e que são constantemente alterados por fatores que fogem ao nosso controle. E o que vem de lá são produtos manufaturados com muito valor agregado. Essa relação pode, no médio e longo prazo, não produzir os efeitos desejados em nossa economia.
Outro problema que surge no horizonte é a atrapalhada diplomacia brasileira. Para agradar os EUA, o governo brasileiro tem feito críticas ao país asiático, o que pode resultar em retaliação Um país com uma população superior a 1,4 bilhão e com uma classe média que cresce velozmente não é um parceiro a ser desprezado.