O conceito de planejamento consiste no ato de criar e planejar, antecipadamente, uma ação, desenvolvendo, assim, estratégias programadas para que se chegue ao objetivo final, ou que previna ocorridos inconvenientes. Independentemente da área de atuação, ele deve ser pensado e efetivado passo a passo. Caso contrário, será preciso correr atrás do prejuízo, como ocorre com a questão dos alagamentos que atingiram o Estado de São Paulo, além de questões ainda mais sérias e trágicas, como o ato criminoso que terminou com dez mortos e 11 feridos na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na semana passada. O problema maior é quando a falta do planejar afeta a vida das pessoas, como ocorreu nesses dois exemplos citados.
Em relação às enchentes, às vezes culpamos mais as chuvas do que a falta de planejamento dos governos. O jeito agora é minimizar os prejuízos dos munícipes, como vem fazendo as prefeituras de Mogi das Cruzes e Suzano, com isenção do IPTU e tarifa zero de água e esgoto. Na região do córrego do Ipiranga, por exemplo, uma das áreas da capital mais afetadas pela chuva, os desastres poderiam ser menores, caso dois dos piscinões, previstos para 2017, tivessem saído do papel.
Na questão da segurança nas escolas e outras repartições, o culpado inicial, em muitos casos, é o bulliyng que o assassino da vez possa ter sofrido. Quando o assunto é o trânsito caótico, a culpa é do volume de carros que não para de crescer. Mas, a culpa é mesmo de quem comanda os municípios e o país, assim como da população que, por vezes, parece esperar a tragédia ocorrer, mesmo quando ela já é anunciada - como acontece com casas que desabam por conta de deslizamentos de terra, mesmo quando já é alertado pela Defesa Civil que sua residência está por um fio para desmoronar.
É um contrassenso atribuir responsabilidade à natureza ou à falta de recursos. Mesmo porque, dinheiro existe, mas parece que grande parte dele serve apenas para engordar a conta de quem já tem lucros o suficiente.
Enquanto faltar planejamento, a culpa vai continuar sendo "deles": da chuva, dos carros, do bullying...