Parece até que o interruptor que aciona o verão foi desligado no final da estação mais quente do ano, que, para alívio de muita gente, terminou na quarta-feira. A queda de temperatura foi tão acentuada no Alto Tietê e nas demais cidades da Grande São Paulo, que a sensação foi de que, realmente, alguém apertou um botão e o outono teve início.
Sendo uma estação de transição, outono começa quando termina o verão e finda no início do inverno, já na metade do ano. Ainda virão algumas pancadas de chuvas nesse meio tempo, porém nada indica que isso deverá ocorrer com a mesma intensidade dos últimos dois meses. Na metade para frente dessa estação, as chuvas deverão rarear cada vez mais e a região entrará no período de estiagem e, será nesse momento, que as prefeituras e o governo do Estado deverão realizar as obras e serviços para enfrentar a próxima estação chuvosa.
Para ajudar a aliviar o peso das águas, como pôde ser observado no último verão, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee), durante reunião com o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), prometeu que faria o desassoreamento dos rios e córregos na região. Se isso realmente for feito, será um ganho enorme paras os dez municípios, principalmente aqueles mais castigados, como foram Suzano e Mogi das Cruzes.
Paralelo a isso, prefeituras e população também devem fazer, cada uma, a sua parte. Pouco adiantaria promover a limpeza dos rios se lixos e demais objetos fossem lançados nos corpos d'água. O mesmo vale para as galerias subterrâneas, que podem não dar conta da enxurrada porque estão apinhadas de lixo, seja ele jogado pelos moradores ou pela falta de limpeza por parte do poder público. Além disso, ainda é preciso dar atenção às áreas de risco. Deixar que pessoas construam em locais assim não deve ser permitido pelas administrações municipais.
Passa verão, entra verão e cada vez fica mais claro que a consciência é a maior arma que o poder público e a população podem ter para combater as enchentes.