Em clima de Carnaval, muitos estão pelas ruas aproveitando os ritmos, estilos, costumes e tradições que a maior festa popular do Brasil manifesta em suas diferentes regionalidades. No entanto, enquanto alguns caem "literalmente" na folia, outros veem este momento como uma oportunidade para movimentar a economia familiar, e, assim, garantir, mesmo provisoriamente, "alguns trocados" para ajudar no sustento de todos.
Pelos blocos de rua, alguns desempregados enveredaram para o comércio informal, vendendo bebidas, acessórios e outros aparatos. Há, ainda, aqueles que passaram a atuar no transporte por aplicativo, outros que alugaram suas casas para receber os foliões de outras cidades. E, também, os que conquistaram uma vaga, mesmo que temporária, no mercado formal, como o comércio, turismo e hotelaria. Enfim... São brasileiros se reinventando dia após dia em busca de soluções para os boletos que chegam às suas casas.
Afinal, diante de um país que possui 12,7 milhões de desempregados, segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a saída tem sido partir para o mercado autônomo. Aliás, já são 23,9 milhões de pessoas trabalhando por conta própria, um recorde histórico que trouxe uma visão mais modesta para o "empreendedorismo". Hoje, os empresários não são apenas os grandes administradores, mas também aqueles que têm como missão administrar o seu futuro, os que comandam os negócios de pequeno e médio porte - muitas vezes em segmentos totalmente diferentes daqueles para o qual estudaram - com a esperança de encontrar um novo destino à sua vida.
As dificuldades são tantas que pesquisas apontam que muitos, simplesmente, desistiram de procurar emprego, em vista de um cenário sem perspectivas de melhora, na geração de emprego e na abertura de oportunidades. E nada como o Carnaval, que inspira sonhos, para uns, o de vivenciar momentos mágicos no clima festivo. Para outros, o de garantir a sobrevivência num clima emblemático. A festa segue, e, indiferentemente dos objetivos a serem conquistados, a luta continua. Que as próximas etapas voltem a ser de boas perspectivas. O Brasil, simplesmente, necessita!