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A Vale informou que a desocupação da Zona de Autossalvamento (ZAS) das barragens Vargem Grande, do Complexo Vargem Grande, em Nova Lima (MG), e Forquilha I, II e III e Grupo, na Mina Fábrica, em Ouro Preto (MG) exigirá a remoção de cerca de 125 pessoas. As ZAS são as mais rapidamente atingidas pela lama em caso de rompimento.
Desde a tragédia de Brumadinho, a empresa já removeu, com o auxílio da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, moradores e empresas dessas áreas de cinco barragens. Restam três das oito que figuram como de maior risco ao lado das de Brumadinho nos relatórios de risco da empresa que foram anexados pelo Ministério Público na Ação Civil Pública (ACP) contra a empresa: Menezes II, em Brumadinho, e Capitão do Mato e Taquaras, em Nova Lima.
De acordo com a empresa, não houve alteração nos parâmetros geotécnicos de nenhuma das estruturas, mas a decisão envolve outros fatores além dos riscos de morte em caso de rompimento. Do ponto de vista legal e regulatório, empresas responsáveis pela certificação das barragens, como a própria TüV Süd, que atuava em Córrego do Feijão, estão se recusando a auditar as barragens, o que aumenta o risco para a empresa e seus gestores. (E.C.)
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