Uma verdadeira cena de terror vivenciou recentemente a paisagista Eliane Caparroz, moradora do Rio de Janeiro, quando, após adormecer nos ombros daquele que imaginou ser o par ideal, foi acordada com golpes de socos e chutes desferidos furiosamente contra ela, resultando graves ferimentos e fraturas pelo corpo e, em especial, no rosto. O motivo, segundo o agressor, Vinícius Batista Serra, decorreu de um surto. Movidos pelos gritos de socorro, os moradores acionaram a segurança, sendo Vinicius Serra impedido de fugir do prédio.
No interior do apartamento de Eliane, policiais se depararam com um cenário que revelava o sofrimento pela qual passou a vítima durante as quatro horas de intensa agressão, sendo essa, desacordada, localizada totalmente ensanguentada e desfigurada.
Após conhecer Vinicius por meio das redes sociais, Eliane trocou mensagens com ele por oito meses, decidindo, então, conhecê-lo pessoalmente. Muito embora os cuidados demonstrados, talvez embalada pela empolgação da falsa impressão obtida, Eliane cometeu um erro básico aceitando ter o primeiro encontro em sua moradia. Denota-se a boa intenção dela em iniciar um relacionamento além de uma amizade, sentimento muito diferente do de Vinícius, o qual, ao adentrar na portaria do prédio, identificou-se com um nome falso. Selada estava a sorte de Eliane, a qual, como muitas pessoas carentes e em busca de relacionamentos sérios, se arriscam diariamente.
São pessoas que externam suas fragilidades expondo seus mais profundos sentimentos e buscando, em pessoas desconhecidas, o alento que necessitam. Uma palavra de conforto, de incentivo e que as façam se sentir especiais são suficientes para captar sua simpatia e até a dependência do contato. Aproveitando-se de tal situação, potencializada pelo anonimato que a Internet possibilita, é que muitos criminosos agem. É o momento em que as maravilhas do virtual se revelam nas maldades do real, deixando rastros de prejuízos psíquicos, físicos e patrimoniais.