Um dos conflitos centrais de uma sociedade está nas relações entre as classes. Para entender o conflito é necessário ter a perspectiva sobre classe social. Esse é o termo para as distâncias sociais e individuais que nos dá uma compreensão das diferenças no acesso ao poder político, econômico e principalmente bens culturais e educação.
A influência que a criança de classe média recebe em casa é diferente da que o filho de um operário recebe: o incentivo à leitura e tempo destinado somente aos estudos, acesso a cursos de línguas estrangeiras, viagens e ambientes com pessoas de poder e status sociais garantem lugar nas melhores escolas e universidades do país, sucesso profissional e no mercado de trabalho, fora a capacidade e autoestima, que faz com que os filhos dessa classe sejam destinados ao sucesso. Os filhos dos trabalhadores, sem os mesmos estímulos em casa e muito pela falta de exemplos, tendem a ter dificuldade para traçar a carreira profissional no mercado de trabalho competitivo.
No século 21, cresceu o número de universidades e graças a programas de bolsa e financiamento, abriram as portas para jovens sem recursos nas universidades federais e particulares, o que não significa acesso ao melhor ensino. O fato é que vemos na geração "Y" o filho de trabalhadores no Ensino Superior, tornando-os primeiros em suas famílias a chegarem à universidade, faculdade ou cursos profissionalizantes.
Entretendo, o capital cultural trata-se de incorporar o indivíduo ao conhecimento útil. O capital cultural é tão indispensável quanto o econômico. As elites monopolizam certos tipos de capital cultural e a posse deles predefine em grande medida o acesso a todos os bens.
Vamos conscientizar uns aos outros sobre a importância da luta pela educação e igualdade, exercer nossos deveres e cobrar de nossos representantes a elaboração de um conteúdo didático, além de pensar uma nova estrutura educacional, cultura e lazer, colocando em pé de igualdade o incentivo a bons livros e conteúdo útil.