O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou ontem que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), vai participar ativamente na discussão sobre a reforma da Previdência depois do Carnaval. O governo foi criticado abertamente pelo presidente da câmara, Rodrigo Maia (DEM), em relação à comunicação. "Logo depois do Carnaval o presidente vai botar o 'peito n'água' sobre a Previdência. É muito importante a presença do presidente nesse debate", disse o ministro, durante a 20ª CEO Brasil 2019 Conference, promovida pelo BTG Pactual.
Ele ainda afirmou que os militares ficaram de apresentar um projeto de reforma da carreira em 30 dias, e ressaltou que há um complicador à medida que será necessário alterar cinco leis. Por outro lado, ponderou que as mudanças podem ser feitas todas por projeto de lei, e não com uma emenda à Constituição, como o projeto de reforma da aposentadoria civil.
O ministro voltou a dizer que quer aprovar a reforma até junho nas duas casas e disse esperar que, até lá, todas as carreiras estejam "no mesmo patamar". Onyx Lorenzoni afirmou que o plano do governo é zerar o déficit primário em dois anos, mas não deu detalhes.
Na campanha presidencial, o hoje ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmava que pretendia zerar neste ano o rombo das contas públicas, sobretudo com a utilização de receitas extraordinárias, como privatizações. (E.C.)