O presidente em exercício, general Hamilton Mourão (PRB), justificou como ato para diminuir a burocracia a assinatura de um decreto que ampliou o número de servidores comissionados com permissão para atribuir sigilo "ultrassecreto" a dados que antes poderiam ser obtidos pela Lei de Acesso à Informação.
O decreto foi assinado por Mourão na quarta-feira e publicado ontem, no Diário Oficial da União. "O decreto única e exclusivamente diminui a burocracia na hora de você desqualificar alguns documentos sigilosos", declarou.
Ele negou que as alterações atentem contra a transparência e a liberdade de informação. "Não atenta porque são servidores escolhidos, já foi muito mais gente que podia desqualificar documento. Hoje é muito reduzido", afirmou pontuando que o objetivo é ter um equilíbrio entre segurança e transparência.
De acordo com o presidente em exercício, o conteúdo do decreto veio da gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PSL) "deu luz verde" para ser assinado agora. "Inclusive vai melhorar o acesso aí, vai ter menos burocracia para acessar documentos", garantiu o presidente em exercício. (E.C.)