Dois dos principais segmentos da economia no país, Comércio e Indústria, fecharam o ano passado com um balanço positivo de seus desempenhos na região. Na avaliação do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes (Sincomércio), houve uma recuperação no volume de vendas de 9% nos últimos quatro anos, bem abaixo da expectativa de retomar 40% do montante, mas dentro de uma classificação aceitável diante dos efeitos contrários ao retorno do desenvolvimento. Já o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) constatou a somatória de 5 mil postos de trabalho criados de 2017 até novembro do ano passado frente ao fechamento de 15,5 mil vagas no período de 2012 a 2016, o que representa o resgate de 30% dos empregos.
A priori, o resultado é negativo, mas o que precisa ser levado em conta é o movimento ascendente que os números indicam. O presidente do Sincomércio, Valterli Martinez, e o diretor regional do Ciesp, José Francisco da Silva Caseiro, concordam que é preciso cautela para analisar os dados. Entretanto, o momento econômico, vitaminado pela posse de um novo governo, é favorável e o sentimento mais apropriado é de otimismo e esperança.
Ao assumir o Ministério da Economia na quarta-feira, Paulo Guedes, o mentor intelectual das finanças do governo Bolsonaro, anunciou uma regra simples para buscar a recuperação do setor: reduzir gastos. A estratégia anunciada não é nenhuma novidade, mas vai de encontro com o pensamento ventilado tanto no Comércio quanto na Indústria. O ponto de partida do superministério é a reforma da Previdência, que vai interferir diretamente em todos os setores da economia. Se realmente for colocada em prática e funcionar a contento, o benefício será geral.
Por enquanto, a melhor alternativa para estabelecer uma rotina saudável nas empresas é seguir em ritmo lento, porém seguro, e aguardar as diretrizes do novo mandatário. Qualquer comportamento que fuja deste roteiro pode significar a perda de tudo aquilo que foi reconquistado com muito suor nos últimos anos. E, Comércio e Indústria sabem muito bem o preço que isso custou.