As pinturas religiosas dos grandes mestres da idade medieval destacavam com uma auréola a cabeça daqueles considerados santos, diferenciados do restante dos fieis que comungava na Igreja.
A vida religiosa daqueles necessitava ser santificada, atendiam aos pobres e necessitados, despojados por opção das riquezas do mundo, como São Francisco de Assis (faleceu em 1226), ou mesmo os grandes teólogos desde o início da igreja primitiva, entre eles Santo Agostinho (faleceu em 430 d.C.); os outros apenas seguidores, fossem da nobreza ou da pobreza, envolvidos mais nos interesses da vida secular se achavam com liberdade para realizar negócios escusos ou satisfazer seus instintos sexuais longe do olhar de censura dos sacerdotes.
Afinal, eles não eram considerados "santos" e nem sei se gostariam de ser. Dante Alighieri nascido em Florença no ano de 1265, em 20 anos escreveu o seu famoso poema "Divina Comédia" inspirado no pensamento teológico da época que ensinava aos seus humildes e ignorantes fieis a respeito do seu destino após a morte. A obra, então, foi dividida em três partes: o Inferno, o Purgatório e o Paraíso.
Os escritos do autor causaram tal impacto no imaginário do povo que o aceitaram como história bíblica autêntica; mantendo a Igreja até hoje o alegórico purgatório, uma maneira de "negociar" com Deus a entrada de alguém no Céu, mesmo após sua morte. Ainda há pouco tempo se "perdoava" pecados, pelos sacerdotes, nos confessionários; hoje, essa prática desapareceu porque sem santificação não se reconhece o pecado.
Se você diz ser cristão e grava em seu celular o lixo pornográfico que se acha exposto na Internet, divertindo-se em mostrar essas imagens lascivas aos amigos, saiba que o próprio Jesus condena tal comportamento em Mateus 12:36: "Digo-vos que de toda palavra frívola (inútil, incoerente) que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo; porque pelas tuas palavras serás justificado ou condenado". Agrade a Deus deletando essas coisas fúteis.