Na sessão de perguntas que ocorreu após o discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ressaltou ontem que seu esforço é para promover uma "América do Sul grande" e não a "América bolivariana", em uma alusão aos governos de esquerda.
A afirmação foi uma resposta à pergunta sobre as prioridades para integrar o Brasil em um contexto mais ampliado da América Latina. Bolsonaro disse que conversou com os presidentes da Argentina, Mauricio Macri, do Chile, Sebastián Piñera, e do Paraguaio, Mario Abdo Benítez. "Nós estamos preocupados, sim, em fazer uma América do Sul grande, em que cada país obviamente mantenha sua hegemonia local; não queremos uma América bolivariana, como há pouco existia no Brasil em governos anteriores."
Para Bolsonaro, a esquerda perde espaço na América Latina, e os líderes de centro e centro-direita avançam. "Essa forma de interagir com os demais países da América do Sul vem contagiado esses países. Mais gente de centro e centro-direita tem se elegido presidente, creio que isso seja uma resposta de que a esquerda não prevalecerá nessa região."
O presidente defendeu mecanismos de aperfeiçoamento para o Mercosul. "Alguma coisa deve ser aperfeiçoada", finalizou Bolsonaro.