O ano já é novo, mas há velhas práticas que não mudam ao longo do tempo. Uma delas é o péssimo atendimento das operadoras de telefonia celular, mais uma vez líderes do ranking de reclamação do Procon, conforme matéria publicada ontem no Mogi News, que mostrou o alto índice de reclamações no município mogiano. Dias atrás, mostramos que o mesmo cenário se repete em Suzano.
Mas, não são somente nessas duas cidades que o atendimento ao cliente deixa a desejar. A situação se repete nos Procons de todo país. Essas operadoras são campeãs de reclamações há anos, mas não investem para que o serviço oferecido seja de melhor qualidade.
A falta de organização (para dizer o mínimo, e deixando de lado qualquer suspeita de tentativa de ludibriar o cliente) reina absoluta. Pacotes cortados sem motivo e cobranças indevidas fazem parte do cotidiano. Se quiser uma visita de um técnico, reserve um dia inteiro para ficar em sua residência, plantado, correndo o grande risco de ele não aparecer. E, pior, dificilmente se solucionar problemas, como pagamentos, acordos e cancelamentos de forma rápida. É preciso perder muito tempo ao telefone e, geralmente, será necessário realizar o mesmo procedimento no mês seguinte, quando o consumidor perceber que seu imblóglio não foi solucionado.
Além disso, nos são oferecidas mudanças para melhores pacotes, com a promessa da manutenção do valor atual, mas, no próximo mês, a multa é cobrada da mesma forma. Outra questão corriqueira é a cobrança indevida. É impossível o cliente monitorar rigorosamente o uso da Internet. Muitas vezes, há cobranças que, se o consumidor não estiver atento, acaba pagando mais do que deveria. E, se perceber a tempo e quiser contestar, haja paciência.
Para se ter uma ideia, a operadora Oi deve mais de R$ 65 bilhões, sendo R$ 20 bilhões só em processos por mal atendimento. Já a Vivo está no topo da lista da Anatel. A dependência pela telefonia celular é cada vez maior, mas não há esforços para que o cliente seja melhor atendido. O ano é novo, mas a história é velha e insuportável.