Curioso o que aconteceu com o homem a partir da descoberta dos inúmeros padrões de realidade à sua volta, da causalidade e da ferramenta: por necessidade, desenvolveu íntima relação com o conceito de controle. Sob controle, originou-se daí o que se pode chamar de tomada de consciência. Uma atitude de comparação entre duas alternativas para dar continuidade a só uma ação. A que levaria a um resultado insatisfatório, sob a ação de controle, tenderia a uma situação satisfatória.
A consciência de comparar para decidir, para a espécie humana, representa o mais importante investimento no processo de preservação e manutenção da individualidade, ou da própria vida. Da mesma forma que o instinto é um mecanismo essencial para o reino animal, uma espécie de tutor do programa que gerencia a vida, a consciência é o aparato humano fundamental da sobrevivência.
Somos seres que se alimentam da intuição e carecemos dar asas à criatividade. É onde emoções e realidade se entrechocam. A leitura que se faz da discrepância entre o que se deseja e o que realmente se torna fonte de preocupação é enorme. Sem levar a sério qualquer necessidade de recolhimento e solidão - patronos do significado - é importante começar as tarefas da forma mais coerente possível. Jogar energia e força em tarefas que se faz por obrigação, é desprezar aquelas que impedem de sonhar e criar. É sempre vantajoso arranjar disposição para iniciar as atividades previstas criando agenda diferenciada em que caibam estudo, profundidade na conceituação e mais tempo para se dedicar às atividades.
Para se dar livre vazão a todas essas esperanças, deve-se ter provas concretas de que da maior parte do que já foi conquistado deve-se o próprio valor e a certeza da tomada de rumo alinhado com o que existe de mais coerente, pela simples conexão com colegas de trabalho e amigos. Para afastar a melancolia de vez, vale propor um pacto interno: não se pode ir além do que já se fez, mas pode-se melhorar, para não tornar melancólico o resultado da próxima vez.