A edição de ontem dos jornais do Grupo Mogi News mostrou que, em 11 meses, o Alto Tietê conseguiu criar 7,4 mil postos de trabalho. Essa conta é feita subtraindo as demissões de um total de contratações. O resultado, ou saldo, como gosta de utilizar o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão do Ministério do Trabalho - prestes a ser extinto - é a quantidade de empregos criados ou fechados, se o resultado for negativo.
São números que não devem ser desprezados. Mais de sete mil empregos gerados dentro da região em 11 meses é algo que deve ser comemorado. Vale destacar que são empregos formais, com carteira assinada e respaldo da Justiça do Trabalho. Se houver um levantamento sobre a informalidade nas contratações, esse número pode ser bem maior.
Ainda falta mais uma pesquisa que o Caged realizará em janeiro. Os números irão mostrar a evolução na criação do emprego formal durante todo este ano e, aí sim, teremos um recorte real da atual situação do mercado de trabalho na região que, certamente será positivo, mesmo que o mês de dezembro tenha mais cortes do que contratações.
O avanço no mercado de trabalho é nítido. No começo de 2016, utilizando dados de 2015, o Caged informava que a região havia fechado mais de 11,4 mil postos de trabalho, pior dado desde o início da série histórica. A situação era alarmante e, naquela época, não havia perspectiva de melhora, uma vez que o Brasil passava por uma crise política que varria qualquer esperança. Até mesmo uma luz no fim do túnel, visto como uma saída para adversidades, poderia ser um trem na contramão.
No ano seguinte, a região fechou 8,19 mil postos de trabalho, mas a partir de fevereiro de 2017, a situação começou a mudar e a geração de vagas no emprego formal, enfim, melhorou. Em janeiro desse ano, os dados do Caged atestaram a criação de mais de quatro mil postos de trabalho no ano passado, otimismo que passou para 2018 e fechará esse período no azul. Agora é torcer para que 2019 repita o desempenho dos anos anteriores, ou até supere.