Jair Messias Bolsonaro (PSL) finalmente recebeu, na segunda-feira, a diplomação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O agora presidente eleito, e também diplomado, na companhia do vice, o general Hamilton Mourão, só aguarda o dia 1º de janeiro para subir a rampa do Palácio do Planalto e receber das mãos do atual chefe do Executivo, Michel Temer (MDB), a faixa presidencial.
Desde outubro, ações e frases tomadas por Bolsonaro, assim como os assessores, futuros ministros e filhos, vem causando furor no Brasil e fora dele, mas a verdadeira mudanças, ou "um novo tempo", como o próprio disse durante a diplomação, vai começar dentro de alguns dias.
No evento que ocorreu nas dependências do TSE, o social liberal se emocionou com o Hino Nacional, a ponto de não conseguir cantar, destacou a confiança daqueles que votaram nele e falou que o resultados das urnas é "inquebrantável". No entanto, momentos antes, disse que é preciso reaver algumas pontos do jogo eleitoral, uma vez que, na visão dele, as urnas não correspondiam a quantidade de eleitores que estavam lhe dando apoio, portanto, algo está errado.
Bolsonaro ganhou as eleições contra o petista Fernando Haddad com uma diferença de dez milhões de votos, é natural que um país de divisões continentais se divida durante uma disputa como essa. Ainda assim, ele ficou com 55% dos votos válidos, com pouco mais de 57 milhões de pessoas ao seu lado.
Ainda não está claro que tipo de mudanças o presidente eleito quer fazer no jogo eleitoral, mas já ficou evidente que Bolsonaro gosta de interferir em pontos que os presidentes, tradicionalmente, não colocam a mão, como quando disse querer ver as questões das provas do Enem antes de elas serem concluídas. Tudo isso, na realidade, pode significar que Bolsonaro tenha medo de falhar e por isso quer interferir, dessa maneira, ele acabaria com a ideologia esquerdo-marxista-globalista que quer dominar o país.
Mas, ao propor algumas mudanças, consideradas radicais, o presidente eleito tem que perceber que não ter ideologias também é uma ideologia.