Todo final de ano, alguns temas que influenciam diretamente no bolso da população geram certa expectativa. Entre eles o aumento de tarifas como a do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e na passagem do transporte municipal. No caso do reajuste na passagem dos ônibus, as negociações ocorrem entre as prefeituras e as concessionárias responsáveis pelo serviço.
Apesar de toda indignação com o aumento nesse serviço, as empresas de ônibus, responsáveis pela manutenção dos veículos, segurança e conforto dos passageiros, muitas vezes, mesmo com o reajuste, não conseguem manter o balanço econômico e nem cobrir o custo operacional.
Alguns fatores externos também atrapalham e criam esse desequilíbrio financeiro, como o transporte clandestino e os constantes reajustes do óleo diesel. Em decorrência disso, as concessionárias acabam perdendo a noção das finanças porque não há estabilidade no preço do combustível. Outra questão que dificulta a cobertura da operação é a gratuidade à terceira idade e gestantes.
Já a população, também com sua razão, se queixa em ter que pagar mais por um serviço que está longe de ser oferecido com excelência. Segundo uma pesquisa feita em Mogi das Cruzes, pelo vereador Diego Martins (MDB), o Diegão, junto aos usuários de ônibus, as principais reclamações recaem sobre a dupla função do motorista, o alto valor da tarifa e os constantes atrasos nas linhas. A melhoria dos serviços também foi um dos pontos citados pelos mogianos ouvidos. Entre os itens apontados estão a falta de conforto nos ônibus, a falta de educação dos motoristas e o funcionamento de serviços como, o WiFi.
No Alto Tietê, alguns prefeitos já receberam as propostas de alteração na tarifa para 2019, que seguem em análise.
O certo é que a população não reclamaria tanto em pagar mais pelo transporte público, se sentisse, de fato, que o serviço oferecido está melhorando a cada ano. Apesar do esforço das prefeituras e concessionárias, é previsível que os usuários de ônibus continuam e, certamente, continuarão a reclamar do aumento na passagem no futuro. E com razão.