O atirador que entrou na Catedral Metropolitana de Campinas, no interior paulista, e atirou contra oito pessoas que estavam rezando no local por volta das 13 horas de ontem, foi identificado como Euler Fernando Grandolpho. Segundo o delegado José Henrique Ventura, diretor do Departamento de Polícia Judiciária São Paulo Interior 2 (Deinter 2), Grandolpho, de 49 anos, era de Valinhos, também no interior de São Paulo, e não tinha antecedentes criminais. "A profissão dele, ao que parece, era analista de sistemas", disse em entrevista coletiva na tarde de ontem. "Com a identificação, vamos investigar agora a motivação (do crime)", adiantou.
Quatro pessoas morreram e as outras foram socorridas. Segundo a polícia, agentes entraram na igreja e dispararam contra o homem. Ele, então, teria caído no chão e se matado em seguida.
Uma mochila de Grandolpho, com documentos, foi encontrada no interior da catedral. A polícia investiga onde e com quem Grandolpho morava. "O vídeo que temos (mostra) ele dentro da igreja, o que prova que estava sozinho", disse Ventura. Segundo o delegado, o atirador nunca havia sido visto na igreja.
A catedral fica na região central de Campinas, e houve corre-corre na hora do ataque, principalmente na rua 13 de Maio, uma das mais movimentadas do comércio local. Para a polícia, a ação foi premeditada. "Ele não chegou atirando. Ele estava sentado, parado e quando se levantou começou a atirar nas pessoas", disse o delegado Hamilton Caviola Filho, do 1º DP de Campinas, responsável pelo policiamento na região.
Houve uma missa na catedral às 12h15. Segundo Caviola, as imagens das câmeras de monitoramento da igreja mostram o homem sentando nos fundos e analisando o ambiente. Depois de algum tempo, ele se levanta e passou a disparar contra os fiéis que estavam na catedral com uma pistola calibre .40mm e um revólver calibre .38mm. O atirador, que estava sem documentos, tinha ainda dois carregadores.
As vítimas, diz Caviola, são três homens e uma mulher, cujas identidades não haviam sido divulgadas. O delegado informou que haverá um trabalho de perícia técnica dentro da igreja. Depois, os corpos serão liberados ao Instituto Médico Legal (IML) de Campinas, para identificação dos que não tiverem documentos.
Segundo o delegado, dois policiais militares que estavam do lado de fora da igreja ouviram os disparos e correram para o interior. Um deles acertou um tiro na perna do atirador, que se matou em seguida. A Polícia Civil vai tentar esclarecer, a partir da identificação do atirador, a motivação do crime.