A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do inquérito que investiga o senador Aécio Neves (PSDB) por suposto recebimento em 2014 de valores indevidos pela Construtora Norberto Odebrecht, do grupo Odebrecht, para a campanha eleitoral. Datado de 12 de novembro, o parecer pede mais 60 dias para a conclusão do inquérito.
De acordo com delatores, os pagamentos teriam sido feitos por meio de contratos fictícios firmados com a empresa PVR Propaganda e Marketing Ltda. Aécio nega as acusações. O advogado Alberto Zacharias Toron, que defende o tucano, disse que o inquérito segue o ritmo normal e o "aprofundamento das investigações vai comprovar a absoluta correção de todos os atos do senador Aécio Neves".
Raquel Dodge solicitou a Gilmar Mendes a prorrogação do prazo por considerar que existem diligências pendentes e necessárias ao encerramento das investigações. "A perícia deverá analisar os dados referente a data de criação/modificação dos arquivos (metadados), entre outras informações que possam comprovar que o contrato foi elaborado em data posterior apenas para 'cobrir' pagamento de propina ao senador Aécio Neves", escreveu a procuradora. (E.C.)