O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo do Vale Rocha, espera que as pautas voltadas para a promoção e defesa dos direitos humanos continuem avançando independente da extinção ou pulverização da pasta no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Ele conversou na manhã de ontem com jornalistas após a cerimônia de entrega do Prêmio Direitos Humanos 2018 e a assinatura da Carta Aberta Empresas pelos Direitos Humanos, em Brasília. "Independente de onde o ministério ficar, é importante que as pautas continuem. Se for separado ou as atribuições diluídas, mas políticas continuarem, acho que dá para superar eventuais problemas e seguir avançando. Se vai ser ou não um ministério fica em segundo plano neste momento", disse ele.
Na avaliação do ministro, os direitos humanos continuarão a ser tratados no governo Bolsonaro, mas dentro do perfil do novo presidente. "Em momento algum o ouvi falando que haveria retrocesso em determinadas questões. Agora, temos que esperar o ano que vem para ver como vai ser o ministério, para onde vai."
Gustavo do Vale Rocha afirmou que a maior autonomia do Ministério dos Direitos Humanos permitiu que atos que estavam parados há muito tempo pudessem ser assinados e publicados. "Com uma pasta autônoma a gente conseguiu elevar o protagonismo do ministério", finalizou. (E.C.)