Estamos na reta final da campanha presidencial do primeiro turno. Até agora acompanhamos uma corrida tão ou mais imprevisível que a eleição de 2014, quando a tendência de segundo turno entre Dilma Rousseff e Aécio Neves só se confirmou nos últimos dias. Até a definição de todas as candidaturas, o que ocorreu apenas no dia 11 de setembro, o quadro mostrado pelas pesquisas apontava uma polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro, (PSL) com uma confortável vantagem para o petista. No melhor cenário para ele, chegou a pontuar com 40% das intenções de votos.
Com o impedimento pela Lei da Ficha Limpa, Haddad, até então vice, passou à condição de candidato. Com o novo quadro, Bolsonaro passou à liderança enquanto Haddad exibia minúsculos 4%.
Hoje, estamos apenas a cinco dias da eleição e o candidato do PSL permanece à frente, mas Haddad tem crescido com intensidade. Alguns dos últimos levantamentos chegam a indicar um possível empate técnico entre os dois. Ao mesmo tempo em que lideram a intenção de voto, os dois também lideram a rejeição. O que não deixa de ser um ingrediente a mais para a indefinição do processo eleitoral.
O cenário mais provável é um segundo turno entre os candidatos do PSL e PT. Nesse caso, após o término do primeiro turno devemos prestar atenção na movimentação dos partidos derrotados e, principalmente em seus eleitores para ver para onde o vento sopra.
Um segundo cenário, ainda que bem difícil de acontecer, seria o deslocamento dos eleitores dos outros candidatos para os dois nesta reta final, o que criaria a possibilidade da eleição ser resolvida em um turno só, para qualquer um dos lados. Muito difícil, mas não impossível. O terceiro cenário seria algum dos candidatos intermediários (Ciro - PDT ou Alckmin - PSDB) crescer com a transferência de votos de um dos líderes, indo para o segundo turno com o outro. A alta rejeição apresentada pelos dois pode ser o combustível dessa mudança. Não vamos ter de esperar muito para ver.