Ele não estava totalmente recuperado para um debate na televisão. Não estava reestabelecido de um período no hospital. Sua assessoria apoiou a resistência, uma vez que sua aparência não era das melhores e eles sabiam que a imagem em um momento de grande competição era fundamental como a disputa da Presidência. Não asseguravam que pudesse ficar de pé em frente às câmaras e a população por pelo menos duas horas, e manter a fala firme, convincente para os eleitores indecisos.
É verdade que, segundo as pesquisas, o número da audiência era muito baixo, mas decisivos para a escolha do Presidente da República. Em um veículo de comunicação que atingia a maioria esmagadora da população, em horário nobre de audiência, qualquer deslize seria fatal.
O adversário sabia das fraquezas. Por isso queria mostra-lo por inteiro. Poderia reverter as pesquisas eleitorais amplamente divulgadas, o que dava ao debate na televisão uma importância ainda maior. Além disso, a imagem do adversário na tevê era muito melhor, sempre sorrindo, descontraído, abraçado com os seus apoiadores e também acompanhado da esposa.
É verdade que fez várias mudanças no seu programa de governo para conquista-los, mas isso se poderia discutir depois do resultado final. Ambos estavam de olho nos Estados da federação. O mapa do pais era mostrado nos noticiários pintado de vermelho e azul de acordo com o resultado das pesquisas mais recentes. O nordeste estava pintado muito mais de vermelho do que de azul. Diante dessa situação não houve outra alternativa para Richard Nixon se não debater com John Kennedy quatro vezes. Os debates foram decisivos para a vitória do democrata que se saiu melhor no último debate, já nas vésperas da eleição. Foi determinante para o opositor, Kenedy, que venceu pela incrível diferença de 0,01 %! Nixon ganhou em 26 estados e ainda assim não conseguiu manter os republicanos no poder. Houve quem duvidasse do resultado e denúncias de fraude foram divulgadas, coisa incomum naquelas plagas.