O Ministério Público Federal (MPF) em Chapecó (SC), recomendou às universidades da região e gerências regionais de educação, "que se abstenham de qualquer atuação ou sanção arbitrária e, mesmo, que impeçam qualquer forma de assédio moral a professores, por parte de estudantes, familiares ou responsáveis". A recomendação atende representações recebidas pela Procuradoria da República sobre um canal anônimo de denúncia contra professores criado pela deputada estadual eleita em Santa Catarina Ana Caroline Campagnolo (PSL), aliada do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
Ana Caroline conclamou alunos a filmar o que ela denomina de "professores doutrinadores". Segundo a deputada eleita, os docentes "inconformados e revoltados" com o resultado da eleição para presidente da República, fariam das salas de aula "auditório cativo para suas queixas político-partidárias", insuflando os estudantes a filmar e gravar todas as manifestações que, em seu entendimento, seriam "político-partidárias ou ideológica (sic)".
Na Recomendação, a Procuradoria da República destaca a abertura de inquérito civil, "que objetiva apurar suposta intimidação a professores do Estado de Santa Catarina, por parte de deputada estadual eleita no último pleito".