A Igreja medieval foi edificada pela fé no absoluto de Deus, na revelação única da verdade e no Seu grande poder na criação de todas as coisas. A reforma protestante no século XVII foi favorecida pelo Renascimento, invenção da imprensa por Gutenberg e do telescópio por Galileu, no século XV, abrindo, assim, as portas para a entrada da era moderna através do conhecimento cientifico e filosófico dos grandes pensadores do séc. XVIII - chamado Século das Luzes.
Infelizmente, o Modernismo trouxe em seu bojo a rebelião contra a Igreja, invalidando a fé e entronizando a razão. O reinado da razão não pode cumprir as promessas otimistas da era moderna se valendo da ciência, da tecnologia e do progresso desenvolvidos pelo ser humano autônomo, rejeitou o transcendental e decepcionou a todos.
Duas guerras mundiais foram suficientes para dar o atestado de óbito à Modernidade. A geração jovem pós-guerra se distingue pela rebeldia, nem fé nem razão fazem parte do seu pensamento. Abraçou o existencialismo pregado pelo escritor francês Sartre e adotou a mentalidade pós-moderna em que a vida não é mais construída sobre a base da verdade que penetra a alma por meio da mente. Desde 1970, a cultura está focada em nossos sentimentos, relacionamentos e tudo que é subjetivo. Até a verdade é considerada subjetiva e não objetiva. Por conseguinte, a verdade é o que você quer que seja a verdade, inclusive a mentira.
Leandro Karnal, historiador, diz que o impulso do voto é passional, não racional. As urnas não são lógicas, e cita como exemplo, que o cidadão que conseguiu a Bolsa Família não reclama da corrupção e vota no PT. Outro relativiza as informações da rede sobre a agressividade de Jair Bolsonaro, e vota nele buscando segurança.
Lembrando que Hugo Chaves, na Venezuela, eleito presidente em 1998, em 14 anos de governo causou o colapso da democracia em seu país. Pelo voto se conquista um Brasil de justiça.