O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, se esquivou de dar nomes da equipe ministerial que irá formar caso seja eleito. Questionado sobre pessoas que possam vir a compor gabinete, ele se limitou a fazer críticas a Paulo Guedes. O economista foi indicado por Jair Bolsonaro (PSL) para ser ministro da Fazenda, caso vença o pleito.
"Eu já falei o perfil que eu quero para a Fazenda e não é o perfil do Paulo Guedes. Banqueiros não estão preocupados com geração de emprego", afirmou, antes de encontro com coletivos culturais na Cohab Raposo Tavares, na zona oeste da capital paulista.
Nesta semana, em diversas entrevistas, Haddad afirmou que o ministro da Fazenda que ele deseja é alguém "comprometido com o setor produtivo". À rádio CBN, na quinta-feira, o nome do empresário Josué Gomes da Silva foi levantado como opção pelo próprio candidato. De acordo com o petista, o filho do ex-vice-presidente José Alencar tem "condições e perfil" desejados por ele.
Haddad reconheceu, no entanto, que faltou controle nas estatais durante o governo petista e que por isso houve casos de corrupção. A gestão dele no Ministério da Educação será um exemplo aos órgãos do governo se ele for eleito presidente. "Não tivemos caso de corrupção no ministério que eu comandei durante quase sete anos porque tínhamos controladoria forte. Éramos um dos maiores orçamentos. Este mesmo tipo de controle à corrupção nós vamos ter nas estatais", afirmou.
Questionado sobre a necessidade de autocrítica às gestões petistas, Haddad disse que faz críticas rotineiramente. "Todo dia eu faço crítica a alguma coisa que foi feita equivocada mostrando o caminho para superar. Eu tenho de apontar os caminhos de superação", respondeu.