A produção de cogumelos é uma atividade tradicional em nossa região. A safra anual do Alto Tietê correspondente a 80% da produção nacional. Mesmo sendo um produto tradicional, existe uma expansão contínua baseada na capacidade de transformar matérias-primas de baixo custo como feno, bagaço de cana, madeira, resíduos culturais (agrícola e agroindustrial), em uma ótima fonte de proteína alimentícia e até mesmo em compostos medicinais de ótima qualidade.
Atualmente, o Estado de São Paulo é o que mais produz e consome cogumelos, mas o que antes estava restrito a alguns nichos de mercado, hoje já conquista espaço na mesa do consumidor brasileiro.
Com o desenvolvimento regional e a aplicação de novas técnicas, o produtor pode se beneficiar de uma cadeia segmentada. A escolha da etapa do processo de produção e comercialização benéfica ao seu empreendimento, permite maior excelência nos resultados e pode gerar empregos.
Há poucos anos o carro-chefe em nossa região era o champignon de Paris (Agaricus bisporus), destinado à conserva. Este mercado foi prejudicado com o fim da Lei antidumping em 2008, que propiciou a entrada do cogumelo em conserva importado, especialmente de países asiáticos a um preço abaixo dos praticados pelos produtores regionais. Diante dessa realidade, muitos produtores se reinventaram e migraram para outras variedades, como shimeji, shiitake, portobello, funghi e hiratake, ou mesmo para um trabalho mercadológico de consumo do champignon in natura, criando assim uma linha de trabalho direcionada a produção e comercialização de cogumelos frescos.
Chama a atenção em nossa região o rápido desenvolvimento da fungicultura com o produto in natura, que possui alto valor agregado, seja financeiro ou nutricional, melhor remunera o agricultor, possui surpreendentes características nutricionais e nutracêuticas além do alto apelo gastronômico.