O inverno acabou na semana passada, péssima notícia para aqueles que preferem o clima mais ameno do que o forte calor. Mas, a primavera, que a palavra por si só já nos remete a um novo desabrochar, ou um novo recomeço, pode trazer novidades para região. Uma delas é retorno da chuva em grandes quantidades. Os dias úmidos que se formaram no Alto Tietê foram insuficientes para dar conta de encher as represas e prover a quantidade de água necessária para a irrigação da agricultura local. Isso parece ser um fato consumado, afinal o inverno é o período mais seco do ano e querer que chova a mesma quantidade da primavera e do verão é pedir demais.
Esse é um ponto de otimismo para o consumo de água. Em reportagem publicada ontem pelo Grupo Mogi News, os produtores se mostraram ligeiramente empolgados com o período de maior intensidade de chuva, até a chegada do verão. O tempo mais quente também aumenta o consumo de folhas e hortaliças, por serem refrescantes e conterem uma boa quantidade de água na composição. Enfim, esse parece ser um novo recomeço, tal qual uma estação sugere.
Efeitos assim também podem ser sentidos em setores como a Economia. Um dos pontos que faz com esse segmento prospere é a confiança que as pessoas têm nele. Nos dias atuais a população tem receio de comprar um produto um pouco mais caro, às vezes parcelado, porque não tem a certeza se conseguirá chegar até o final do mês ainda empregado. Esse comportamento impede que outros setores também avancem, afinal de que adianta produzir se o público não irá comprar?
A reviravolta desse momento pode ocorrer exatamente em uma semana, ou no máximo em um mês, quando teremos escolhido o novo presidente da República. Seja quem for o eleito pelo povo, dará um sopro de esperança ao país, pelo menos em grande dele. E isso pode ser o pontapé inicial para que o Brasil saia do buraco em que se encontra: com um presidente que tem a maior rejeição da história (82%) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) toda hora sendo revisado para baixo.