Eleições cada vez mais próximas e ainda são muitas as dúvidas do eleitor. Nas Eleições 2018, cujo primeiro turno será em 7 de outubro, a população votará digitando o número de seis candidatos na urna eletrônica: Deputado Federal, Deputado Estadual, dois Senadores (por estado), Governador e Presidente da República. Se tivermos segundo turno, este será em 28 de outubro. Teremos assim eleições majoritárias para os cargos do Executivo e do Senado, e eleições proporcionais para os Deputados.
Na eleição majoritária, é necessária a maioria absoluta de votos válidos (50% mais um), excluídos votos brancos e nulos, que não têm validade. Se não se alcançar esse percentual de votos válidos há necessidade de segundo turno. O Senado Federal é composto por 81 representantes dos estados que, a cada quatro ou oito anos, são eleitos, por estado, um ou dois senadores. Assim, em uma eleição se elege um terço dos senadores e na eleição seguinte dois terços, pelo que, quando dois senadores assumem, já existe um terceiro cumprindo metade do mandato conferido na eleição anterior, e assim vice versa, valendo lembrar que os senadores são eleitos para um mandato de oito anos e as eleições se dão a cada quatro anos.
Na eleição proporcional se busca a representação equilibrada de toda a sociedade por meio de partidos políticos nas vagas partidárias, fruto de cálculos de quociente partidário e eleitoral, daí porque alguns candidatos se elegem com menos votos do que outros.
Pode-se votar no candidato ou no partido ou coligação (o que não ocorre na majoritária). E quais as implicações do voto em branco e ou nulo? Esses não se consideram votos válidos, mas influenciam nos cálculos de vagas e podem assim eleger quem já estava na frente, o que certamente não era a vontade de quem anulou ou votou em branco.
Assim, votar, além de direito democrático e ato de cidadania, é algo muito sério e decisivo para o resgate da "ordem e do progresso", que é o que tanto queremos.