A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada anteontem revelou que a maioria absoluta dos brasileiros não está disposta a fazer sacrifícios pessoais ou admitir corte de gastos sociais, mesmo que isso sirva para "ajudar o Brasil a sair da crise". Para medir a disposição da população de aceitar medidas impopulares, o Ibope perguntou aos entrevistados se eles concordam ou não com três frases: "apoio a redução de gastos do governo Federal em áreas como Saúde e Educação, se isso for ajudar o país a sair da crise"; "estou disposto(a) a demorar mais tempo para me aposentar, para ajudar a melhorar a situação da Previdência Social no Brasil"; e "estou disposto(a) a pagar mais impostos para ajudar o Brasil a sair da crise".
O eventual aumento de impostos foi a medida mais rechaçada. Nada menos que 84% disseram discordar "em parte" ou "totalmente" da ideia. A discordância total foi a opção de um em cada quatro entrevistados. Apenas 13% manifestaram apoio total ou parcial. A seguir veio a questão do adiamento da aposentadoria. Declararam discordância total ou parcial 75% dos entrevistados, contra 19% na outra ponta. O corte de gastos sociais foi rechaçado totalmente por 58% e em parte por 7%. Outros 32% concordaram total ou parcialmente.
O Ibope foi às ruas entre os dias 16 e 18 de setembro. Foram entrevistadas 2.506 pessoas em 177 municípios. A margem de erro estimada é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que há 95% de chance de os resultados refletirem o atual momento eleitoral, considerada a margem de erro. A pesquisa foi contratada pelo jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo. O registro no Tribunal Superior Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-09678/2018.