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Em menos de dois meses, o Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba já encaminhou pelo menos duas vezes um aviso para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), para o Corpo de Bombeiros, entre outros serviços, sobre a impossibilidade de receber pacientes em função da falta de médicos, entre eles pediatra e neurocirurgião, além da superlotação de alguns setores, como pronto-socorro, obstetrícia, UTI Neonatal e ortopedia.
O documento, com data de ontem, não informa as razões sobre a falta de atendimento. Além do Samu, as concessionárias Ecopistas e Nova Dutra, além da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itaquá também são notificados sobre as deficiências, que incluem ainda o setor de cirurgia geral, neurocirurgia, clínica médica, ortopedia e berçário.
De acordo com o coordenador de Contratação de Serviços de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Eduardo Ribeiro, o hospital, que recebe pacientes de toda a região, estava superlotado e por isso o aviso foi encaminhado, uma vez que o atendimento em outros hospitais poderia ser mais rápido. "Temos um grande volume mensal de atendimento, sendo 1,1 mil internações e 1,6 mil exames por mês. Temos 40 leitos para a maternidade e ontem, por exemplo, eram 48 pacientes. Os leitos de emergência são 9 e no momento são 17 pacientes no setor, sendo cinco entubados", explicou.
Sobre a falta de pediatras identificada ontem, Ribeiro explicou que o problema foi registrado na troca de plantão. "Quando o pediatra foi embora o outro ainda não tinha chegado, mas logo a situação se resolveu. No caso do neurocirurgião, ele faltou sem avisar e por isso ficamos sem a especialidade", justificou.
Apesar do aviso, o coordenador informou que o paciente que esteve pessoalmente no hospital foi atendido sem qualquer problema. "Essas situações registradas são pontuais. O que acontece realmente é que o hospital fica superlotado em função da grande quantidade de pacientes de baixa e até nenhuma complexidade, como aquele que precisa trocar a receita, por exemplo. É importante que os municípios nos ajude com uma rede básica eficiente, para que a população resolva pequenos problemas, como gripe e resfriado, no próprio posto de saúde".
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