Mais do que inteligência, a discussão hoje em torno do desenvolvimento tecnológico gira ao redor da capacidade de máquinas terem uma consciência artificial, estimulada a partir de algoritmos. Com o avanço científico, já existem, na atualidade, os chamados computadores quânticos, capazes de produzir qualquer tipo de algoritmo.
Pensando nisso, a partir de um estudo que já dura mais de uma década na instituição, o Itaú Cultural inaugura, em São Paulo, uma exposição sobre o tema, que apresenta uma discussão sobre os algoritmos do ponto de vista artístico. Intitulada 'Consciência Cibernética [?] Horizonte Quântico', a mostra segue até o dia 19 de maio.
São, ao todo, nove obras tecnológicas que refletem sobre a temática, espalhados por três andares expositivos do prédio da instituição, na Avenida Paulista. Para o curador da mostra, Marcos Cuzziol, gerente do Núcleo de Inovação do Itaú Cultural, é importante pensar os algoritmos com um distanciamento do que mais comumente vemos no dia a dia, nos anúncios publicitários de redes sociais ou em aplicativos de transporte ou tradução automática.
"É importante trazer o que os artistas estão fazendo. Algumas obras aqui, ao contrário de um algoritmo gerado por uma empresa, têm uma função completamente diferente - e se é que tem alguma função", reflete o especialista. "É um questionamento sobre o caso. Aqui, as obras colocam a discussão em outro nível: 'olha o que o algoritmo está interpretando'."
A nova exposição é uma sequência para uma outra mostra que já havia acontecido no espaço em 2016. A diferença agora é a inclusão dos estudos de computação quântica. "Até pouco tempo atrás, os computadores quânticos eram experimentais, instáveis, até que uma empresa canadense lançou comercialmente", explica Cuzziol. "A computação quântica vem tendo uma evolução parecida com a computação digital uns tantos anos atrás."